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Atirar dinheiro pela janela fora / Atirar dinheiro para
a rua : desperdiçar dinheiro.
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Dar dois dedos de
conversa: conversar um pouco.
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Perder o fio : desorientar-se; esquecer-se do que se
tem para dizer.
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Pôr o dedo na chaga (ferida) : mostrar o que está
mal ou errado; apontar o ponto fraco.
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Uma andorinha não faz o Verão : nada se pode
concluir apenas através de um só exemplo.
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Apanhar um duche de água fria : sofrer uma desilusão
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Beco sem saída : situação sem resolução
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Em carne e osso : em pessoa.
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Ficar na mesma : não evoluir, não melhorar.
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Ter para os seus
alfinetes : hoje generalizada com a equivalência de "ter
dinheiro para viver", nem sempre a frase teve um sentido tão lato. Em
outros tempos, os alfinetes eram objecto de adorno das mulheres e daí que,
então, a frase significasse o dinheiro poupado para a sua compra. Porque os
alfinetes eram produto caro. Os anos passaram e eles tornaram-se utensílios, já não apenas de
enfeite, mas utilitários e acessíveis.
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Estar no papo : vencer; ganhar; estar seguro, garantido, certo.
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Ter paciência de
santo / chinês : ter muita paciência.
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Ser o prato forte : ser o assunto, o tema,
a questão mais importante.
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Trocar
por miúdos : explicar
de forma clara.
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Isso é que é falar ! :
aplauso a alguém que está a falar acertadamente.
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Ter os nervos à flor da pele
: diz-se de pessoa que se enerva muito facilmente; pessoa incontrolada.
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Gostos não se discutem : diz-se porque cada um tem os seus gostos
conforme a educação, temperamento; habilitações literárias e
artísticas e o meio em que vive.
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Dar pontapés na gramática : diz-se quando há erros de dicção ou na
construção das frases.
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Dar o último retoque : ultimar uma obra.
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Passou-me de todo :
esqueci-me completamente.
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Ficar em águas de bacalhau
: ficar sem efeito.
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Fazer ouvidos de mercador
: fingir que não ouve.
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Estar completamente na lua
: estar distraído.
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Ler nas entrelinhas
: subentender o que não é dito. Descobrir num texto ou numa fala aquilo
que o seu autor deliberadamente escondeu.
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Parece que estou a falar para as
paredes / para o boneco
: parece que estou a falar em vão.
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Não tem pés nem cabeça
: não faz sentido
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Voltando à vaca fria
: voltando ao assunto.
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Não misturar alhos com bugalhos :
não misturar ideias diferentes.
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Que remédio! : diz-se quando se tem de aceitar uma situação
sem possibilidade de repúdio
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Pôr o carro
adiante dos bois : precipitar-se ; avançar com um
argumento cou uma situação antes de outro ou outra que os precede ;
tomar uma deliberação sem ouvir quem lhe compete.
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Querer
ser mais papista que o Papa : ser mais exigente ou ambicioso
do que é normal
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Saltar
à vista (aos olhos) : ser evidente.
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Pôr
os pontos nos ii : falar ou expor sem
subterfúgios, pôr
tudo em pratos limpos, pôr as coisas a claro, esclarecer.
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Queres
que te faça um desenho?
: diz-se a alguém, ironica ou agastadamente, que não está a querer
compreender um determinado pensamento.
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Queimar
as pestanas : estudar muito ; trabalhar muito em
escritas ou leituras. Usa-se ainda esta expressão, apesar de o facto real
que a originou já não ser de uso. Foi, inicialmente, uma frase ligada aos
estudantes, querendo significar aqueles que estudavam muito. E porque o
faziam à luz de velas, ela contém a palavra « queimar », que,
obviamente, já não é tão certeira desde o aparecimento da electricidade.
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Como peixe na água
: à vontade; com gosto; com satisfação.
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Separar o trigo do
joio :
distinguir entre o bem e o mal, o bom e o mau.
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Ir
de vento em popa : diz-se quando tudo corre
bem, quando os negócios
ou situações caminham no melhor dos sentidos.
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Defender-se com unhas
e dentes : defender-se com toda a energia ou convicção.
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Dar
luz verde: autorizar; permitir.
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Esfregar
as mãos de contente : mostrar-se muito satisfeito
com determinado resultado.
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Ser
todo ouvidos : prestar muita atenção.
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De fio a pavio : de uma ponta
a outra.
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O Velho do Restelo : personagem
dos Lusíadas (canto IV) tomada, um tanto erroneamente, como o símbolo
do pregador de desgraças, antiquado, ultrapassado, mas talvez representando
também a voz do bom senso.
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Sem papas na língua :
sem medo de afirmar o que se pensa.
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Camisa-de-vénus :
preservativo masculino
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Estar na berlinda : estar
em evidência, em foco.
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Amigo de Peniche :
a "amigos" traiçoeiros, falsos ou hipócritas se costuma chamar
"amigos de Peniche".
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Fila indiana : enfiada de
pessoas ou coisas dispostas uma após outra. Forma de caminhar dos
índios da América que, deste modo, tapavam as pegadas dos
que iam na frente.
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Ficar na gaveta : esquecer,
pôr de lado.
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Dar o braço a torcer :
arrepender-se, mudar de opinião; reconsiderar
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Foi sol de pouca dura : diz-se
de coisa favorável que tem curta duração.
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Ser um bom garfo : ser grande
comedor
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Mais vale ser do que parecer
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Quem vê caras, não vê
corações
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